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Informações sobre Barbara Cartland




Bom, estava procurando alguma coisa para postar hoje e acabei me deparando com um artigo (recente!) que é uma crítica a escritora Cartland. Me surpreendi com isso... afinal, esse artigo saiu esse mês (AGOSTO, 2004)! Por um lado então, é algo bom já que ela ainda é lembrada... mas é uma crítica! Como eu só coloco textos neutros ou a favor, resolvi postar esse. Críticas nos fazem bem... nos faz crescer também. Vou colocar o endereço abaixo do artigo e quero comentários... e se não concordarmos com o artigo, podemos também mandar um email para o site (se der) mostrando nosso ponto de vista, OK? E quero lembrar, que precisamos ser críticos também e admitir que o artigo está certo em alguns pontos.


Barbara Cartland A Snobérrima
Terça-feira, 10 de Agosto de 2004

Já não há muitas defensoras acérrimas das virtudes da virgindade feminina, que achem que as mulheres devem fazer tudo para agradar aos homens e que ganhem milhões com isso. Assim foi a snobérrima e insuportável Barbara Cartland que via fantasmas e tomava cocktails de vitaminas.

Escreveu tudo e mais alguma coisa, de biografias a romances, contos e guiões, mas, invariavelmente, as heroínas são virgens, saudáveis, bonitas, bem formadas, pobres ou remediadas. Eles são ricos, aristocratas, bonitos e bonzinhos. De início tudo os separa, à excepção dos bons sentimentos., Depois de soarem as estopinhas a deslindar mal-entendidos, juntam os trapinhos numa imensa e eterna felicidade.

Pegue em todos estes ingredientes, baralhe como quiser e sai-lhe uma romance "à la Cartland". Por favor, nunca diga que leu algum, porque, apesar de todos terem como cenário a classe alta, só os suburbanos é que os lêm, coitados, sem perceberem que são o isco dos escritores pink e light.. Bárbara sabia-o e fez dinheiro com isso até morrer quase com 100 anos

Barbara nasceu em Inglaterra em 1901. Era uma bifa até a medula, daquelas que acha que tudo o que é, deve ser "by appointment" de alguém de Buckingham Palace. Vinha de um familia com pergaminhos, entre os quais, constavam os duques de Hamilton e alguns episódios menos alegres. O avô suicidou-se quando faliu, o que é triste, mas convenhamos que chique, e o pai morreu que nem um herói na Flandres, o que também cai bem porque dá direito a condecoraçoes. Tesa e fina, mãe pegou em Barbara e nos irmãos e rumou de Hampshire para Londres onde abriu um pronto a vestir em Kensington, o que não é bem a mesma coisa que se lançar num negócio na Almirante Reis.

Em Londres Barbara deu nas vistas, é ela quem o diz, "porque era espertalhona, independente e , imagine-se, talentosa". A I Guerra Mundial tinha acabado, a rapariga queria divertir-se todas as noites, atrair o sexo oposto e, conseguia-o, como confessa no livro autobiográfico "Dançamos toda a noite". Só podia casar bem e Alexander McCorquodale foi o primeiro. Nesta altura ja tinha escrito dois romances, uma peça de teatro e colunas e colunas de mexericos no Daily Express, onde aliás começou a sua saga literária. No meio disto tudo foi apresentada na corte em 1925, ao que não deu a menor importancia.

Do seu primeiro marido de quem se divorciou para casar com outro da mesma familia, um novo McCorquodale, teve uma filha, Raine, que só lhe trouxe alegrias, a maior de todas, quando se casou com Lord Spencer, pai de Diana, princesa de Gales o que fez de Bárbara uma especie de avó da futura rainha de Inglaterra que só não o foi por razoes que todos conhecemos. e porque a vida, de facto, não é um romance cor-de-rosa. Isto já é razão para saber quem foi Barbara Cartland. Outra razão para ler atentamente este texto, prende-se com o facto de Barbara ter publicado cerca de 700 livros o que convenhamos é obra.Sentada num sofa, sempre de cor-de-rosa, Barbara ditava os livros para mais de uma secretária. Aos oitenta anos com mais de 600 milhões de exemplares vendidos, Barbara escrevia ainda qualquer coisa como 23 romances por ano, sempre com com as mesmas virgens, bonitas e pobres a casarem com ricos e bom cavalheiros.

Claro que votava no Partido Conservador, contribuía para Brigada de Ambulâncias de S. Joao, para a Fundaçao para a Saúde, lutou por melhores condições para os velhos e deu aos ciganos um enorme terreno para se instalarem. Via fantasmas, gostava de acunpuncultura, comida saudável, medicinas alternativas, enfrascava-se em vitaminas e, acima de tudo, delirava com cremes de beleza, dando entrevistas com quilos deles na cara.

Morreu no dia 21 de Maio de 2000 com 98 anos, a meio do sono, tal e qual as suas heroínas a quem nunca aconteceu nada de violento.

OBRA

Como já lhe dissemos, a obra foi monumental e mais surpreendente ainda porque toda igual. Um livro Cartland é igual a outro livro Cartland. Mas diga-se que os titulos mudam, ou seja, cada livro teve direito a um nome próprio. Alguns são delirantes como " Uma Virgem em Mayfair" o que qualquer um que se preze, sabe ser praticamente impossível e ainda " Senhora de primeira classe" ou "Se tu quiseres" ou "Barreiras quebradas", "O pequeno pretendente", "Asas no meu coração," "O beijo de Paris" e por aí fora... Caso queira ter uma ideia do estilo, deixamos-lhe uma passagem do livro "Amor ao vento," mas podia" Ele beijou-a até ela não ser ela mesma, e foi tão maravilhoso que era impossível pensar noutra coisa a não ser que ela o amava e que ele era o mundo inteiro, e ela já nada receava".

Pode decorar frases de Cartland para citar em ocasiões especiais.

Por exemplo, face a alguém que coma sofregamente diga: "Uma dieta correcta dirige as energias sexuais para as zonas que interessam". Se a conversa descair para culturas diga: "A França e o único país onde se pode fazer amor à tarde sem ter ninguém a martelar-lhe a porta". Se quiser mesmo arrasar, ou ser arrasado, cite Barbara dizendo não compreender "as dificuladades que as mulheres enfrentam e que se devem ao facto de muitas delas dizerem a verdade". Se uma amiga sua vier, chorosa, contar que foi abandonada não hesite: "Uma mulher deve sempre perguntar: Será que fiz tudo para lhe agradar?" Perde a amiga de certeza, mas ela nunca mais esquecerá Barbara Cartland. Topo de Página

http://jornal.publico.pt/2004/08/10/Sociedade/S96.html



Escrito por Nathalia E. C. às 21h44
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